quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

A TÃO CANTADA "LIVRE CIRCULAÇÃO" NA EUROPA E A REALIDADE.


16/01/14
“A Bélgica expulsou em 2013 mais de 5.000 pessoas que viviam incorretamente no país.”....( Viviane Reding, hoje na Euronews)-   Política luxemburguesa que ocupa atualmente o cargo de comissária europeia de Justiça, Direitos Fundamentais e Cidadania, sendo igualmente a primeira Vice-Presidente da Comissão Europeia.

http://pt.euronews.com/2014/01/16/viviane-reding-google-rouba-dados-privados-dos-cidadaos/


Pois é, vai ver que eram parte dos doidos que gastaram todo o dinheiro no  “Tomorrow Land”, e não tinham dinheiro pra voltar prá casa...kkkkkk

A entrevista com a Vice-Presidente da CEU, era sobre vários assuntos de relações entre países, e, a interessante informação foi quando falava-se da “Livre Circulação" nas fronteiras do Velho Continente.

Esse negócio de “livre circulação” na Europa, na realidade é mais delicado do que querem mostrar ao mundo. Muito dos países europeus são pequenos e de economia restrita.

Uma coisa é Bélgica, com seus poucos mais de 10 milhões de habitantes, abrigar 10 ou 20 mil emigrantes em busca de uma vida melhor que não conseguem em seus países de origem. Outra, é ter de conviver com 50, 100 ou 200 mil emigrantes; porque se deixarem, eles vão chegando.

Lembro a França do então Presidente Sarkozy, o qual não teve melindres humanitários em colocar 1500 ciganos num avião de volta para Romênia. Houve a gritaria da Imprensa e Instituições afins, mas a verdade é que a maioria do povo francês, se não festejou nas ruas, ficou quieta e aliviada. Vários foram os comentários de apoio à Sarkozy na internet. 

Na Inglaterra há uns meses atrás, tinha uma autoridade do Governo ligada a emigração, que colocava claramente que não tinha condições de abrigar levas de romenos que andavam perambulando por Londres e periferias, sem emprego, qualificações e conhecimento do idioma.

Há uns 5 anos ou pouco mais atrás, Portugal estava impedindo a entrada de brasileiros no país. Até médicos e dentistas estavam proibidos de instalarem consultórios em Lisboa. País pátria-mãe do Brasil!?
A livre circulação através das fronteiras da Europa existe, para quem tem recursos financeiros; para quem possui um bom nível cultural; para os que vem com emprego já contratado; que não venha a trazer problemas para o país anfitrião.

Para não esquecer deste Brasilzão: No meio do ano passado, eu lia um blog de Manaus, onde era criticada a entrada sem controle de grande número de haitianos via Acre; vindo fugidos da imensa catástrofe que se abateu sobre o país, onde até o Palácio do Governo veio abaixo. Lembrar que o terremoto que atingiu a nação mais pobre da América em 12 de janeiro de 2010 deixou 300 mil mortos, 1,5 milhão de desabrigados e perdas materiais no valor de US$ 7 bilhões. Aliás, o próprio Governador do Acre já gritou para Brasília quanto a situação calamitosa grande contingente de emigrantes haitianos no Estado, que o Governo não tinha verbas para dar assistência para tanta gente, etc, etc.

No blog de Manaus, a crítica se estendia até no comportamento social dos haitianos, quando nos pontos de ônibus, em pequenos grupos, não respeitavam as filas nem davam lugar para que mulheres idosas ou grávidas pudessem sentar. Todos sem conhecer o nosso idioma; baixo nível cultural; sem qualquer qualificação profissional; com a roupa do corpo e os documentos, quanto tem. Pensa ... é complicado.

O Brasil recebe todo ano milhares de pedidos de asilo vindos de países do Oriente Médio com problemas graves de terrorismo. Só uns 10% são aceitos. Imagino o cuidado com que as autoridades devem tratar esses pedidos, tendo em vista da onde eles vem.
E para o Brasil, a coisa é mais perigosa tendo em vista suas dimensões continentais e extensa fronteira de matas a oeste. 

Qualquer um que tiver um bom saldo em euros ou dólares em algum Banco com agência aqui no país, entra fácil através das nossas fronteiras e acaba se estabelecendo em algum dos 26 Estados, com razoável facilidade e boas condições sócio-econômicas.  

O problema da emigração em grande contingente, é complicado para qualquer país, por mais rico e desenvolvido que seja. 

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