Brasileiro...equívocos e parcos acertos...logrado 60 anos...livros; futebol ; xadrez ; dominó no buteco...prazer de escrever e opinar,desopilar o espírito...otimista com pitadas de ironia e humor, prá não endoidar...rsrs -
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
domingo, 15 de dezembro de 2013
A UCRÂNIA E SEU DILEMA
Quero aqui digerir os ecos da mídia e do pouco que andei
lendo na Internet sobre a Ucrânia nos dias de hoje:
A Ucrânia vive há meses grandes tumultos nas ruas de sua
capital Kiev. Trata-se de uma grande oposição popular ao alinhamento tradicional
do Governo ucraniano com a Rússia, contra a posição de boa parte da juventude
ucraniana que deseja o alinhamento com a União Europeia.
Porém, muito da oposição ao Governo parece não ser tanto
pelo alinhamento com a EU e sim pelas denúncias e acusações de corrupção no
Governo. Pedem a saída do Presidente “Viktor Fedorovytch Yanukovytch” e sua
equipe.
Contudo a Ucrânia depende muito do gás fornecido pela Rússia,
e parece estar em dívida com a “Gazpron” russa. Com os baixos níveis nos
termômetros do Leste europeu, dá prá se ter uma ideia de como deve ser
importante se ter em casa um aquecedor a gás funcionando.
“A “Gazpron” é uma empresa estatal, com um faturamento em
torno de U$170bilhões/ano, a 5ª maior do mundo e exporta 160 bilhões de metros
cúbicos de gás natural para a Europa através de gasodutos na Ucrânia e
Bielorrússia. A empresa fornece 60% do gás natural da Áustria, 35% da Alemanha
e 20% da França. A Gazprom também fornece uma eminente quantidade de gás natural
a vários outros países, como a Estónia, a Finlândia e a Lituânia”.
Setores do Governo ucraniano alinhados com a oposição nas ruas,
defende a aproximação com EU, e já estipulam um empréstimo de 15 bilhões de
euros como preço do alinhamento. A mídia ocidental não cansa de ressaltar os movimentos
populares pró-alinhamento com os europeus. Autoridades da Comunidade Europeia falam
em alto e bom som: “As portas da Europa estão abertas para a Ucrânia”. Grande
parte do povo ucraniano bate palmas para a solidariedade midiática ocidental e
diz que a Ucrânia já esteve por longos 300 anos “sob a direção” de Moscou.
Contudo, não deixa de ser interessante as “portas abertas”
da CEU. Ainda mais com a Europa passando por momentos difíceis com a crise econômica
que se espalhou por todo o continente. Uma Europa que se fecha cada vez mais
aos movimentos de emigração vindos do norte da África via Líbia e Tunísia, que
abarrotam a ilha de “Lampeduza”; quando não morrem em trágicos naufrágios em
alto mar, em embarcações frágeis e superlotadas. Mas é compreensível a calorosa
recepção da europeia aos ucranianos, visto que não precisam de abandonar o país
e possuem um razoável nível sócio-econômico de vida, embora estejam reclamando
de algumas medidas de austeridade impostas pelo Governo, como o aumento do
preço do gás, etc.
Por outro lado, as “portas abertas” da Europa, não só
irritam Moscou pela ingerência em assuntos internos em um dos Estados tradicionalmente
aliado, como também por interferir num planejamento do Governo de Putin, que
pretende formar um grupo de países da Eurásia do Leste, com países vizinhos,
criando um grande esquema de tarifas aduaneiras.
E assim vive a Ucrânia o seu
dilema: Satisfaz os desejos da juventude de Kiev em querer ter melhor acesso a
Europa ou se mantém alinhada com Moscou?
E tem um texto interessante que achei num site jornalístico
da Ucrânia:
http://spb.kp.ru/daily/26170/3057372/
Duas coisas me surpreenderam. Céu estrelado acima e a incapacidade
de compreender o drama adesão Maydanskaya ucranianos da Ucrânia à UE. Como você
sabe, a União Europeia adoptou a livre troca de mercadorias entre
evrosoyuznikami. Que bens ucranianos pode comprar a Europa? Praticamente
nenhum, porque estes produtos não cumprem as normas europeias. Tudo o que pode
ser vendido a partir de Ucrânia para a Rússia - com pesticidas, herbicidas e
várias outras combinações não podem ser vendidos na Europa. A reestruturação de
produção sob normas europeias-ucranianos não vai funcionar, porque não tem
equipamentos suficientes adequados ou trabalho de cultura.
Tomemos, por exemplo, a produção de suco, vinho, compotas
.... Um deve inicialmente solo sob árvores frutíferas limpas de quaisquer
venenos, mas, além disso, conseguem plantar. Após a colheita deve salvar de
pragas, mas novamente sem o uso de venenos. Para fazer isso, precisamos de
profissionais muito inteligentes, que estão agora na Ucrânia não é. Bem, em
seguida, para a produção de suco (leite adoçado condensado, carne enlatada,
doces, enchidos ...) na tabela europeia precisam equipamentos de última
geração, laboratórios científicos, os trabalhadores SES incorruptíveis, etc E é
aí que tudo toma? Então não compre Europa bens ucranianos.
Mas não compre este
produto e Rússia - por causa da proteção dos mercados russos da União Europeia.
E nada vai fazer a Ucrânia como maciçamente vender e mão de obra barata
Oeste.Então, depois de um par de anos ameaça a Ucrânia se tornar o país
empobrecido na Europa.
Mas, se os rebeldes Maydanskaya ver outra, mais alegre para
o desenvolvimento econômico do país, vamos tentar provar isso no fórum.
E também tem o Presidente ucraniano falando num discurso
para as ruas: “Uma das exigências para o nosso alinhamento com a Europa,
consiste na aceitação da convivência aberta da homossexualidade em nosso país. Voceis
estão preparados para isso?
Como se vê, lá para os lados da Ucrânia a coisa anda
complicada....
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
A DITADURA ELEGANTE
Trago aqui um interessante texto sobre uma palavra inglesa muito usada na mídia internacional, mas desta vez com uma ótica mais racional, desmontando vetores aos quais o termo serve. O texto foi descoberto no link abaixo onde a seguir coloco o interessante texto:
José Goulão |
17 de Novembro, 2013
17 de Novembro, 2013
A ditadura do “mainstream” é elegante, bem-falante, civilizada,
polida, tolerando muito bem os programados excessos. Porém, é impiedosa, ou não
fosse uma ditadura, para os que não têm a bem aventurança de pertencer à ordem,
afinal a maioria dos que habitam a comunidade de onde ela emana.
“Mainstream”, (corrente principal), ao contrário do que rezam certas definições
académicas, não é uma cultura de maiorias, de massas, de moda. É um círculo
elitista, fechado, dentro do qual se passa tudo o que nos diz respeito sem que
tenhamos nada a ver com isso.
“Mainstream” define a ordem
dominante e o resto, incluindo os que julgam pertencer-lhe, seguidores bem comportados,
simples imitação.
“Mainstream” é a política única,
a permitida, uma união nacional com as suas alas liberais, é a suserania dos
mercados, a sociedade das pessoas virtuais onde nem só da farda de marca vivem
as aparências, mas também das excentricidades diletantes.
São os jornais de referência, as
televisões que dão ao público o que o público quer, a literatura de grandes
superfícies e lojas de conveniência, os “opinion makers”, os comentadores
oficiais com chancela política e outros que são também oficiais, mas sem
chancela política almejando que lhes seja concedida, os que ocupam as franjas
folclóricas de marginalidade para compor o ramalhete plural e que, começando
normalmente por professores dos trabalhadores e do (*)irredentismo democrático,
acabam como chefes dos patrões, frequentadores de “Bilderberg” e compreensivos
para com o papel da espionagem ao serviço do poder.
“Mainstream” é, hoje, a ordem neoliberal
com os seus satélites, que giram enquanto forem necessários, é a lei de violar
as leis, o direito de atacar os direitos humanos em nome dos direitos humanos,
de subverter a democracia em nome da democracia, de governar à direita e à
esquerda desde que estejam dentro do mesmo centro, o culto da corrupção e do
amiguismo se tudo se passar no interior do círculo dos escolhidos, a seleção
natural da competitividade onde só cabem os paquidermes do negócio.
“Mainstream” é uma ditadura do
faz-de-conta porque não se pratica aquilo que diz praticar-se, não se disse
aquilo que se disse, jamais se escuta a voz dissonante, raramente se fala
verdade em nome da verdade, nunca se faz em benefício do ser humano o que se
cria e desenvolve em seu nome.
A ditadura do “mainstream” é a mais perigosa, porque tarda a ser identificada por aqueles que lhe estão submetidos enquanto age conscientemente para os deformar.
A ditadura do “mainstream” é a mais perigosa, porque tarda a ser identificada por aqueles que lhe estão submetidos enquanto age conscientemente para os deformar.
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(*O termo irredentismo indica
a aspiração de um povo para completar a sua unidade territorial
nacional, a aquisição de terras sujeitas ao domínio estrangeiro (não
resgatados), com base em uma "identidade étnica ou
um link histórico anterior.
O irredentismo pode ser
entendido de duas maneiras: em primeiro lugar, como o desejo de algumas pessoas
que, vivendo em uma terra sob a autoridade de um Estado, eles querem destacar a
tornar-se uma parte do Estado de que a autoria e sentir origem ou formar seu
próprio Estado-nação, e reivindicações territoriais em segundo lugar como
fundamentado de um Estado sobre uma parte do território de outro Estado.)
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