domingo, 29 de abril de 2012

MULHERES NORTE-AMERCIANAS PARA A GUERRA (??)



Acabo de ouvir no noticiário da TV Globo que a Marinha dos EEUU está com um projeto de recrutar mulheres para a corporação para serem mandadas para a Guerra.(??)

Que Guerra??? Qual país declarou guerra aos EEUU??  Tem algum país atacando as terras do “Tio-San”?? A Venezuela do destemperado Chavez Resolveu invadir a Califórnia?? O pobre e miserável  Afeganistão, invadido por tropas norte americanas e da OTAN, está atacando os Estados Unidos?? O Iraque destroçado está atacando a terra da Estátua da Liberdade??  A teocracia “Bashar al Assad”, em represália ao armamento “cedido” por “forças do exterior” para seus opositores, estaria planejando destruir a “Disneylândia”?? Algum grupo de beduínos do deserto do Magrebe pós “Gaddafi” estaria recrutando tuaregues com seus camelos e formando algum exército para invadir Washington?? Ou “Almadinejah” estaria planejando fechar o “Golfo Pérsico”?? 

Embora algumas das hipóteses absurdas acima tenham até sido ou possam ser enredos de filmes “made-CIA”, tipo filme de ação, não devo levar nenhuma a sério.

Então só me resta uma explicação razoável: Estão querendo mandar mulheres para o país que atualmente os EEUU estão invadindo e mantendo suas forças de ocupação; a tal “Guerra” que a simpática âncora da TV Globo falou, sorrindo, num tom de exaltação ao “poder” feminino; com o intuito de “aliviar” as tensões sexuais dos psicopatas fantasiados de soldados. Alguma espécie de prevenção anti um novo surto psicótico, como o último que levou um norte-americano a invadir casas humildes afegãs e assassinar mulheres e crianças enquanto dormiam.

Enfim, repito a pergunta: Que Guerra?? Aliás, (qual país está em guerra declarada com algum outro)??
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quarta-feira, 25 de abril de 2012

CAEM OS ESPANHÓIS NA LIGA DOS CAMPEÕES







Pois é, os dois grandes times da Espanha caíram diante de mais de 90.000 espanhóis.

É o futebol mostrando que ainda é um jogo onde disputam dois times, onze contra onze. 

O resto é comédia mitômana alimentada pelos humoristas, digo, comentaristas  de futebol . 

Parabéns ao "Chelsea" e ao "Bayer". Que vença o melhor. 

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domingo, 22 de abril de 2012

El orden criminal del mundo (Completo)







Para que não esqueçamos que não estamos ficando loucos ou que somos os únicos com um mínimo de lucidez.

terça-feira, 17 de abril de 2012

DIGERINDO OPINIÕES


06/03/12
Acabo de ouvir na “Rádio CBN”, uma interessante entrevista com o recém empossado Diretor da Escola de Advogados da Fundação Getúlio Vargas – FGV, “Oscar Vilhena Vieira”.
O papo foi dirigido pelo jornalista da Emissora para o campo internacional e o papel do Brasil nessa área nebulosa.
Tentarei fazer um resumo com minhas palavras, do que ouvi da entrevista em face da pergunta, que foi mais ou menos a seguinte:  Se o Brasil teria condições de ser um dos países líderes no mundo:
Disse “Oscar V. Vieira”: “Um país tem basicamente três formas de se tornar um dos líderes mundiais: Pelo poderio bélico, pela economia e por posturas internacionais éticas baseadas em princípios universais inquestionáveis”.
“O Brasil não é uma potencia militar, possui uma economia atual razoável e é tido como um país agradável aos olhos internacionais, pois tem uma grande diversidade racial, acolhe a todos, é um país alegre, etc”. Poderia ser um líder moral no concerto das nações. Mas peca por problemas de direito humanos quanto aos abusos de autoridade de sua Polícia, insistentemente alertados pelos organismos internacionais dos Direitos Humanos. .
“No campo internacional, se absteve de ter uma posição mais incisiva no caso da Síria; na visita da Presidenta “Dilma” a Cuba e quando ela esteve com “Obama” fez questão de dizer que “Guantânamo” não seria o ponto central do diálogo; essas são posturas que minam os desejos do Governo brasileiro de ter uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU. Criticamos Israel contra os palestinos, mas relutamos contra a Síria, quando as grandes nações democráticas demonstraram suas posições claras contra os acontecimentos naquele país. Nada falamos contra a manutenção de Guantânamo pelos EEUU. Claro que se ninguém cobrar do governo norte-americano o fim de Guantânamo, a “Casa Branca” que não quer atritos com a os setores da direita conservadora, vai empurrando com a barriga”.
“O Brasil demonstra querer ser um país expansionista comercialmente, mas que ainda não está preparado para ser uma nação”.
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É complicado para um cidadão comum como o blogueiro destas linhas, sem títulos de cátedra, ouvir no rádio, (quem ouve rádio atualmente? Só o povão), que um cara  vai ser entrevistado, e logo de início o radialista se coloca a ler o currículo da figura e por fim o nome do entrevistado.
Ora, em face do currículo exposto, tudo que o cara disser estará automaticamente endossado. Seja qual for o despautério que venha pronunciar, o currículo intimidatório o transformará em suprassumo da sabedoria, num formador de opinião. A autocrítica do ouvinte se faz ausente, com exceção dos que ainda mantém um mínimo de lucidez e pé atrás quanto ao que é falado na mídia. Enfim, me atrevo aqui a falar um pouco do que ouvi e li a respeito dos assuntos citados. 


No geral, minha ½ dúzia de neurônios concorda com quase tudo que disse o “Mestre em Ciência Política pela Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), entre outros títulos”.

Porém, achar que a presidenta Dilma ao ir a Cuba ou aos EEUU deveria bradar aos microfones que é preciso fechar Guantânamo, que aquilo lá é uma violência aos Direitos Humanos em nível mundial por parte do país da “Estátua da Liberdade”, é a meu ver, é um desperdício de tempo em face de tantos outros interesses que temos em comum com o “Tio San”. É esquecer que os EEUU instalaram recentemente cinco Bases Militares na Colômbia. Uma verdadeira ponta de lança do Pentágono na América Latina, contra a opinião de (todos os governos do continente).
O máximo que se fez após reuniões dos países da área, foi pedir ao Presidente colombiano, “explicações” quanto a instalações das cinco Bases no país, o qual disse que era mera cooperação militar com as Forças Armadas colombianas. E nada mais se falou, e as bases agora, devidamente instaladas, contam com aeroportos para pouso dos “Caças” norte-americanos.

Muita gente acha que a desculpa de “combate as drogas” é apenas um artifício usado pelos EEUU desde o “Ronald Reagan” para justificar uma ingerência geopolítica no continente. Quando por ocasião da visita do presidente colombiano “Alvaro Uribe” a “Obama” teria ficado acertado um acordo da construção de três Bases militares na Colômbia. Segundo opiniões de especialistas em geopolítica, as Bases de Malambo e Palanquero seriam em nível topográfico, destinadas a Venezuela do destemperado “Hugo Chaves”, e a de Apiay  seria o controle das fronteiras colombianas junto ao Brasil. Tudo em nome da “War on Drugs”. De Ronald Reagan prá cá, só tem aumentado o consumo de drogas, cocaína, nos EEUU, tido como os maiores consumidores no planeta.

Agora, nesta “Cúpula das Américas” um dos itens da agenda era, pasmem, a descriminalização do uso da droga??!! (rss). Alguns representantes dos países que participaram da conferencia disseram que esta será a última, até a inclusão de Cuba.

Brasil e o Oriente Médio

Quanto à Síria, não vejo o porquê do Governo brasileiro se alinhar a uma política de ingerência no mundo árabe por parte de alguns países , EEUU, Inglaterra, França, Itália, armando suspeitos grupos de opositores a exemplo da Líbia, contra governos outrora cordialmente reconhecidos.

Aliás, o tão comentado como "exitoso" plano “Non Fly Zon” na Líbia decretado sob a benção da ONU, consta que resultou num país destroçado e dividido em zonas dominadas por gangues de grupos mercenários e clãs do Deserto, que a grande mídia não faz questão de comentar.
  
E depois tem o contexto Israel x Palestinos, ao qual o Brasil tem uma posição definida pró Palestina ; quando foi estabelecida uma política de convivência respeitosa e de cunho comercial entre o Brasil e países do Oriente Médio durante as visitas do então presidente “Lula”. Sem contar as mais variadas comunidades árabes que residem no Brasil, em perfeita harmonia. Um dos pilares da Constituição Brasileira de 1988, é a do respeito à (Autodeterminação dos Povos).

E depois querer exigir do Brasil tais posturas internacionais no contexto atual, é querer abusar do expressivo PIB conseguido em 2011, esquecendo que se “ultrapassamos” a Inglaterra , no IDH estamos lá pelo 80º lugar, enquanto o país dos Beatles está em 6º lugar!
Temos um país continental pra cuidar, com riquezas naturais extremamente cobiçadas; com 192milhões de habitantes, sendo que uns 50milhões sobrevivem sabe Deus como. Já foi dito: Um jovem adolescente norte –americano consome o equivalente a 15 adolescentes sul-americanos.
Síria está muito longe e pertence a um continente com cultura e modo de vida específicos.

Guantânamo é uma questão delicada que está sob o domínio do país mais bem armado no planeta.
Enfim, com o máximo respeito ao Dr. Oscar Vilhena Vieira e ao seu vasto currículo, este blogueiro se permite dizer que as pedras não rolam morro acima, mesmo no campo da política midiática 
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16/04/12

DEBATE SOBRE CRISE MUNDIAL E EXPECTATIVAS E A “VI CÚPULAS DAS AMÉRICAS, A “CÚPULA  DE CARTAGENA” .

TV SENADO.

Peguei o bonde andado no debate, mas deu pra ouvir bastante a opinião do sociólogo “Demétrio Magnoli”, um cara com bom transito na mídia nativa, principalmente em casos de política internacional.
A exemplo do Sr. Oscar Vilhena Vieira, também o Sr. Demétrio acha que o governo brasileiro está deixando de ser uma voz protagonista latino-americana, quanto a questão da Síria, ao se omitir em endossar as sanções contra o governo de “Bashar Al Assad” em face das mais de 9mil mortes desde o começo das manifestações de parte do país contra o governo, isso a um ano atrás.
Quanto a recente “Cúpula de Cartagena” , DE12 a 16/04/2012, em que quase todos os países das Américas, 32,  se reuniram com exceção de Cuba e Equador, o sociólogo “Magnólio” fez uma severa crítica a posição ideológica do Brasil contra os EEUU, dizendo que o Brasil está cedendo a liderança do continente latino americano para a Argentina, Venezuela, Bolívia e Equador. Ficou clara a posição do sociólogo em pró dos vetores dos EEUU.
Já o presidente do Debate, o senador “Fernando Collor de Melo”; o mesmo que a uma década atrás confiscou toda a grana da nação, hoje senador e presidente de Comissões que discutem política exterior; lembrou um fato interessante e que provavelmente poucos, assim como eu, conhecem:
“È muito comum vermos grandes países atacarem verbalmente outros países, falarem de Direitos Humanos, de liberdades individuais violentadas, etc. Quando “Chu Em-lai” primeiro ministro da China recebeu “Jimmy Carter” , para aprofundar as relações comerciais entre os dois países, começadas com o famoso jogo de “ping-pong” entre o primeiro ministro chinês “Mao Tsetung” e o presidente “Richard Nixon” em 1972, o presidente Carter teria pedido a Chu En-lai, janeiro de 1979,  como sinal de boa amizade e de abertura política, que o governo chinês permitissem o direito de ir e vir na China, permitindo que os chineses que quisessem sair do país que assim pudessem. Respondeu Chue En-lai:

“Perfeitamente presidente, apenas me de uns 30 dias para que baixemos a resolução. Agora, se me permite gostaria que o Sr me dissesse para onde devo mandar os cerca de 100milhões de chineses que com certeza pedirão, nesses 30 dias, o ingresso para deixar o país? O Sr acha que devo mandá-los para a Costa Oeste norte americana ou para Europa?”

“Consta que Carter não falou mais sobre o assunto e de lá pra cá, passaram-se 30 anos, mas ninguém mais falou uma frase sobre o direito dos chineses de sair do país quando quiserem”.
Não tinha conhecimento dessa conversa.(rssss).

Segundo alguns portais, a presidenta da argentina Cristina Kirchner, abandonou a reunião quando representantes norte americanos se negaram a discutir as “Malvinas”. Como se os EEUU fossem discutir a posse das Malvinas pela mamãe Inglaterra?

Outros países também acabaram por abandonar a reunião em face da negação de Obama e admitir a Cuba na “Cúpula das América”. A reunião foi um fracasso total e fora a foto da Secretária de Estado “Hilary Clinton” dançando numa discoteca colombiana, nada mais foi digno de nota. (rsss):

(Poucas horas depois de participar no jantar oficial da cimeira com os chefes de Estado e de Governo dos 34 países americanos em Cartagena, Hillary foi vista a divertir-se no sábado num bar nas proximidades.
Ainda vestida com um elegante tailleur preto e com um deslumbrante colar de diamantes, que usou no jantar, a diplomata dos Estados Unidos dievrtiu-se com a sua equipa no Café Havana.
Um funcionário do Departamento de Estado disse que Clinton decidiu ir ao local quando soube que os funcionários da sua comitiva comemoravam o aniversário de Roberta Jackson, secretária de Estado adjunta para os Assuntos do Hemisfério Ocidental.
«Quando ela soube que alguns funcionários tinham ido dançar para comemorar o aniversário de Jacobson, e que a comemoração continuava depois do fim do jantar da cimeira, quis passar por lá. Então, juntou-se à festa», afirmou o funcionário, que pediu para não ser identificado.
Longe do seu habitual ambiente geralmente carregado de problemas  mundiais, Hillary foi vista com um grande sorriso a dançar cercada por várias mulheres. Além disso, foi vista sentada numa mesa a beber de uma garrafa de cerveja, brincando com os amigos...).

Como se a Secretária de Estado do país mais bem armado do planeta, que inúmeras barbaridades bélicas têm cometido pelo mundo afora em pró da hegemonia e que suas palavras defendem, fosse  apenas uma funcionária pública de baixo escalão.
E ainda foi dar conselhos sobre os perigos da democracia a "Suu Kyi", uma mulher que após passar mais de dez anos presa pela ditadura de seu país, conseguiu finalmente uma cadeira no parlamento de Miamar. Complicado, no mínimo.

Enfim, para terminar a digestão desses assuntos, concordo plenamente que o Brasil; em face de sua dimensão territorial; de suas imensas fronteiras naturais; de sua diversificada população de 190milhões de habitantes ainda com graves disparidades sócio-econômicas internas; deva ter muita cautela quanto a sua posição geopolítica, não só no continente, mas em todo o planeta.



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z ausente.

terça-feira, 3 de abril de 2012

1/2 DÚZIA DE NEURÔNIOS PENSANDO

DESONERAÇÃO DA FOLHA DE PAGAMENTOS
Segundo os textos abaixo tirados da Internet, o Governo está numa fase de concessões ao grande capital, seja brasileiro ou do exterior. As medidas adotadas no programa “Plano Brasil Maior”, como a “desoneração de folha de pagamento” das empresas, tira bilhões de reais do INSS; justamente o setor que segundo o Governo vive em grande déficite. O Governo diz que cobrirá a contribuição isentada.
O “cobertor” do Governo para atender a desoneração dos empregadores vai ser em torno de R$7Bilhões/Ano; - quando o Senador “Paulo Paim” do PT_RS falou em torno de R$130Bilhões/Ano??
As empresas que se dedicarem a exportação serão isentas de IPI, 5% no valor do produto.
Também terão a isenção da contribuição ao INSS, que está atualmente em 20% do salário e que será substituída  por 1 a 2% do faturamento anual da empresa.
Apesar das medidas tidas como “pontuais”, que abrange mais de 15 setores da economia: Texteis, Confecções, Couro e Calçados, Móveis, Plásticos, Material Elétrico, Autopeças, Ônibus, Naval, Áereo, Bens de Capital Mecânico, Hotéis, Tecnologia da Informação, Call Center e Design House (Chips
Há que se notar que vários dos setores beneficiados estão totalmente nas mãos de grandes matrizes estrangeiras.
Contudo, tem gente falando que essas medidas são apenas um analgésico para a crise indústria do país em franca desaceleração. A mídia ecoa o brado dos empresários em pró da tão cantada “Reforma Tributária” que, segundo os políticos não sai por causa dos próprios políticos dos Estados e Municípios.
No final, achei irônico que o Governo Federal, com a presidenta vinda do PT, tenha resolvido fazer as concessões justamente em cima da desoneração da folha salarial das empresas, por parte dos empregadores.
O resto da cascata de impostos, que cai cruelmente em cima da maior parte da população indefesa economicamente, continuará sugando as migalhas do pobre em sua sobrevivência.


E "vamo q vamo" que a comédia continua. 
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BRASÍLIA, 3 Abr 2012 (AFP) –
A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, lançou nesta terça-feira um pacote de medidas impositivas de compras públicas e facilidades financeiras para impulsionar e defender a indústria nacional, que tem perdido competitividade ante a crise externa e a valorização do real.
"O governo não abandonará a indústria brasileira", afirmou Dilma ao apresentar o pacote que reduz as contribuições patronais sobre salários para 15 grandes setores.
Dilma estabeleceu incentivos fiscais e mais financiamento a industriais e exportadores e prevê medidas contra a competitividade desleal de importações.
"Não hesitaremos em fazer todo o necessário para defender nossos empregos, a indústria e o crescimento" econômico, disse a presidente, ao anunciar que seu governo lutará "contra a competitividade predatória e desleal, contra o dumping, as práticas protecionistas ilegítimas".
"O governo está lançando estas novas medidas para fortalecer a economia brasileira e para responder aos problemas criados pela crise da economia internacional", explicou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao detalhar um pacote que complementa o plano "Brasil Maior" lançado em agosto.
O governo anunciou exonerações e diminuição de impostos para exportadores e uma redução de até 20% das contribuições patronais sobre salários, por um valor estimado de 7,200 bilhões de reais por ano (3,9 bilhões de dólares), assim como mais impostos às importações.
Também foi detalhado um plano de compras governamentais que favorecerá a aquisição de produtos nacionais até 25% mais caros que os importados, em setores como máquinas de construção e medicamentos.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou um novo plano de estímulo para a gigantesca indústria automotiva, assim como milionários programas de aquisição de computadores para escolas e a ampliação de acesso à banda larga no país.
Com isso, o governo prevê aumentar o financiamento à indústria e à exportação e não descarta novas medidas para evitar que o real continue se valorizando com relação ao dólar - o que prejudica a competitividade da indústria - e medidas de defesa comercial para evitar a competitividade desleal das importações.
"Não é protecionismo", afirmou Mantega em sua apresentação. "O governo está lançando estas novas medidas para fortalecer a economia brasileira e para responder aos problemas criados pela crise da economia internacional", explicou Mantega na presença da presidente Dilma Rousseff e de grandes industriais e chefes sindicais do país.
As medidas complementam o "Plano Brasil Maior", o pacote de incentivo à indústria lançado em agosto.
Está prevista ainda uma capitalização do Banco de desenvolvimento, o BNDES, de 45 bilhões de reais (25 bilhões de dólares) para assegurar a capacidade de financiamento à indústria e os exportadores.
"São medidas positivas e na direção correta", disse à AFP o presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Braga.
Contudo, para o presidente dos industriais de São Paulo, Paulo Skaff, elas não resolvem a falta de competitividade da indústria.
"Essas medidas apenas reduzirão a febre de 40 graus da indústria para 38,9 graus. Precisamos de medidas efetivas de redução desses custos, falta corrigir a defasagem do câmbio" que, com um real valorizado, torna menos competitiva a produção brasileira e estimula as importações.
"São medidas tímidas e insuficientes", afirmou por sua vez à AFP o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, ao considerar que "não abordam o principal, como as altas taxas de juros" do Brasil, que estão entre as mais altas do mundo apesar das várias baixas recentes.
A produção industrial do Brasil cresceu 0,3% em 2011, contra uma expansão de 10,5% um ano antes, um resultado influenciado pela crise externa, pela apreciação do real e pelo aumento das importações.
A economia brasileira avançou apenas 2,7% em 2011, contra 7,5% em 2010.
"Em 2012 podemos crescer 4,5%, se nos esquivarmos dos problemas", disse Mantega.
ym/vel/mr/wm

SÃO PAULO - O governo federal anunciou nesta terça-feira (3) um pacote de medidas que visa a aumentar a competitividade do setor industrial. Uma das medidas foi a ampliação da desoneração da folha de pagamento. Com a ampliação, mais 11 setores serão beneficiados, chegando ao total de 15.
Entre os setores desonerados, estão Têxtil, Confecções, Couro e Calçados, Móveis, Plásticos, Material Elétrico, Autopeças, Ônibus, Naval, Áereo, Bens de Capital Mecânico, Hotéis, Tecnologia da Informação e Comunicação, Call Center e Design House (Chips).
De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a desoneração é de 20% da alíquota do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), o que reduzirá em R$ 7,2 bilhões a arrecadação. Entretanto, as empresas que forem desoneradas terão uma alíquota de 1% a 2% sobre o faturamento.
Aporte de R$ 45 bi
Além disso, o governo anunciou um aporte de R$ 45 bilhões ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico) destinado ao PSI (Programa de Sustentação do Investimento).
Com isso, as taxas de juros para o setor de ônibus e caminhões, com produção nacional, passaram de 10% para 7,7% ao ano. Segundo a Agência Brasil, outra mudança foi o prazo total do financiamento, que aumentou de 96 meses para até 120 meses. Os juros do Procaminhoneiro caem de 7% ao ano para 5,5%. Para os ônibus híbridos, a taxa de 5% ao ano foi mantida.
No caso dos bens de capital, a taxa de juros para grande empresa cai de 8,7% para 7,3% ao ano. Para a MPMEs (Micro, Pequenas e Médias Empresas), a taxa de juros cai de 6,5% para 5% ao ano. O prazo total de financiamento foi mantido em 120 meses.
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03/04/2012 - 16h36

Pacote de estímulos do governo tem valor previsto de R$ 60,4 bi


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