terça-feira, 17 de abril de 2012

DIGERINDO OPINIÕES


06/03/12
Acabo de ouvir na “Rádio CBN”, uma interessante entrevista com o recém empossado Diretor da Escola de Advogados da Fundação Getúlio Vargas – FGV, “Oscar Vilhena Vieira”.
O papo foi dirigido pelo jornalista da Emissora para o campo internacional e o papel do Brasil nessa área nebulosa.
Tentarei fazer um resumo com minhas palavras, do que ouvi da entrevista em face da pergunta, que foi mais ou menos a seguinte:  Se o Brasil teria condições de ser um dos países líderes no mundo:
Disse “Oscar V. Vieira”: “Um país tem basicamente três formas de se tornar um dos líderes mundiais: Pelo poderio bélico, pela economia e por posturas internacionais éticas baseadas em princípios universais inquestionáveis”.
“O Brasil não é uma potencia militar, possui uma economia atual razoável e é tido como um país agradável aos olhos internacionais, pois tem uma grande diversidade racial, acolhe a todos, é um país alegre, etc”. Poderia ser um líder moral no concerto das nações. Mas peca por problemas de direito humanos quanto aos abusos de autoridade de sua Polícia, insistentemente alertados pelos organismos internacionais dos Direitos Humanos. .
“No campo internacional, se absteve de ter uma posição mais incisiva no caso da Síria; na visita da Presidenta “Dilma” a Cuba e quando ela esteve com “Obama” fez questão de dizer que “Guantânamo” não seria o ponto central do diálogo; essas são posturas que minam os desejos do Governo brasileiro de ter uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU. Criticamos Israel contra os palestinos, mas relutamos contra a Síria, quando as grandes nações democráticas demonstraram suas posições claras contra os acontecimentos naquele país. Nada falamos contra a manutenção de Guantânamo pelos EEUU. Claro que se ninguém cobrar do governo norte-americano o fim de Guantânamo, a “Casa Branca” que não quer atritos com a os setores da direita conservadora, vai empurrando com a barriga”.
“O Brasil demonstra querer ser um país expansionista comercialmente, mas que ainda não está preparado para ser uma nação”.
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É complicado para um cidadão comum como o blogueiro destas linhas, sem títulos de cátedra, ouvir no rádio, (quem ouve rádio atualmente? Só o povão), que um cara  vai ser entrevistado, e logo de início o radialista se coloca a ler o currículo da figura e por fim o nome do entrevistado.
Ora, em face do currículo exposto, tudo que o cara disser estará automaticamente endossado. Seja qual for o despautério que venha pronunciar, o currículo intimidatório o transformará em suprassumo da sabedoria, num formador de opinião. A autocrítica do ouvinte se faz ausente, com exceção dos que ainda mantém um mínimo de lucidez e pé atrás quanto ao que é falado na mídia. Enfim, me atrevo aqui a falar um pouco do que ouvi e li a respeito dos assuntos citados. 


No geral, minha ½ dúzia de neurônios concorda com quase tudo que disse o “Mestre em Ciência Política pela Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), entre outros títulos”.

Porém, achar que a presidenta Dilma ao ir a Cuba ou aos EEUU deveria bradar aos microfones que é preciso fechar Guantânamo, que aquilo lá é uma violência aos Direitos Humanos em nível mundial por parte do país da “Estátua da Liberdade”, é a meu ver, é um desperdício de tempo em face de tantos outros interesses que temos em comum com o “Tio San”. É esquecer que os EEUU instalaram recentemente cinco Bases Militares na Colômbia. Uma verdadeira ponta de lança do Pentágono na América Latina, contra a opinião de (todos os governos do continente).
O máximo que se fez após reuniões dos países da área, foi pedir ao Presidente colombiano, “explicações” quanto a instalações das cinco Bases no país, o qual disse que era mera cooperação militar com as Forças Armadas colombianas. E nada mais se falou, e as bases agora, devidamente instaladas, contam com aeroportos para pouso dos “Caças” norte-americanos.

Muita gente acha que a desculpa de “combate as drogas” é apenas um artifício usado pelos EEUU desde o “Ronald Reagan” para justificar uma ingerência geopolítica no continente. Quando por ocasião da visita do presidente colombiano “Alvaro Uribe” a “Obama” teria ficado acertado um acordo da construção de três Bases militares na Colômbia. Segundo opiniões de especialistas em geopolítica, as Bases de Malambo e Palanquero seriam em nível topográfico, destinadas a Venezuela do destemperado “Hugo Chaves”, e a de Apiay  seria o controle das fronteiras colombianas junto ao Brasil. Tudo em nome da “War on Drugs”. De Ronald Reagan prá cá, só tem aumentado o consumo de drogas, cocaína, nos EEUU, tido como os maiores consumidores no planeta.

Agora, nesta “Cúpula das Américas” um dos itens da agenda era, pasmem, a descriminalização do uso da droga??!! (rss). Alguns representantes dos países que participaram da conferencia disseram que esta será a última, até a inclusão de Cuba.

Brasil e o Oriente Médio

Quanto à Síria, não vejo o porquê do Governo brasileiro se alinhar a uma política de ingerência no mundo árabe por parte de alguns países , EEUU, Inglaterra, França, Itália, armando suspeitos grupos de opositores a exemplo da Líbia, contra governos outrora cordialmente reconhecidos.

Aliás, o tão comentado como "exitoso" plano “Non Fly Zon” na Líbia decretado sob a benção da ONU, consta que resultou num país destroçado e dividido em zonas dominadas por gangues de grupos mercenários e clãs do Deserto, que a grande mídia não faz questão de comentar.
  
E depois tem o contexto Israel x Palestinos, ao qual o Brasil tem uma posição definida pró Palestina ; quando foi estabelecida uma política de convivência respeitosa e de cunho comercial entre o Brasil e países do Oriente Médio durante as visitas do então presidente “Lula”. Sem contar as mais variadas comunidades árabes que residem no Brasil, em perfeita harmonia. Um dos pilares da Constituição Brasileira de 1988, é a do respeito à (Autodeterminação dos Povos).

E depois querer exigir do Brasil tais posturas internacionais no contexto atual, é querer abusar do expressivo PIB conseguido em 2011, esquecendo que se “ultrapassamos” a Inglaterra , no IDH estamos lá pelo 80º lugar, enquanto o país dos Beatles está em 6º lugar!
Temos um país continental pra cuidar, com riquezas naturais extremamente cobiçadas; com 192milhões de habitantes, sendo que uns 50milhões sobrevivem sabe Deus como. Já foi dito: Um jovem adolescente norte –americano consome o equivalente a 15 adolescentes sul-americanos.
Síria está muito longe e pertence a um continente com cultura e modo de vida específicos.

Guantânamo é uma questão delicada que está sob o domínio do país mais bem armado no planeta.
Enfim, com o máximo respeito ao Dr. Oscar Vilhena Vieira e ao seu vasto currículo, este blogueiro se permite dizer que as pedras não rolam morro acima, mesmo no campo da política midiática 
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16/04/12

DEBATE SOBRE CRISE MUNDIAL E EXPECTATIVAS E A “VI CÚPULAS DAS AMÉRICAS, A “CÚPULA  DE CARTAGENA” .

TV SENADO.

Peguei o bonde andado no debate, mas deu pra ouvir bastante a opinião do sociólogo “Demétrio Magnoli”, um cara com bom transito na mídia nativa, principalmente em casos de política internacional.
A exemplo do Sr. Oscar Vilhena Vieira, também o Sr. Demétrio acha que o governo brasileiro está deixando de ser uma voz protagonista latino-americana, quanto a questão da Síria, ao se omitir em endossar as sanções contra o governo de “Bashar Al Assad” em face das mais de 9mil mortes desde o começo das manifestações de parte do país contra o governo, isso a um ano atrás.
Quanto a recente “Cúpula de Cartagena” , DE12 a 16/04/2012, em que quase todos os países das Américas, 32,  se reuniram com exceção de Cuba e Equador, o sociólogo “Magnólio” fez uma severa crítica a posição ideológica do Brasil contra os EEUU, dizendo que o Brasil está cedendo a liderança do continente latino americano para a Argentina, Venezuela, Bolívia e Equador. Ficou clara a posição do sociólogo em pró dos vetores dos EEUU.
Já o presidente do Debate, o senador “Fernando Collor de Melo”; o mesmo que a uma década atrás confiscou toda a grana da nação, hoje senador e presidente de Comissões que discutem política exterior; lembrou um fato interessante e que provavelmente poucos, assim como eu, conhecem:
“È muito comum vermos grandes países atacarem verbalmente outros países, falarem de Direitos Humanos, de liberdades individuais violentadas, etc. Quando “Chu Em-lai” primeiro ministro da China recebeu “Jimmy Carter” , para aprofundar as relações comerciais entre os dois países, começadas com o famoso jogo de “ping-pong” entre o primeiro ministro chinês “Mao Tsetung” e o presidente “Richard Nixon” em 1972, o presidente Carter teria pedido a Chu En-lai, janeiro de 1979,  como sinal de boa amizade e de abertura política, que o governo chinês permitissem o direito de ir e vir na China, permitindo que os chineses que quisessem sair do país que assim pudessem. Respondeu Chue En-lai:

“Perfeitamente presidente, apenas me de uns 30 dias para que baixemos a resolução. Agora, se me permite gostaria que o Sr me dissesse para onde devo mandar os cerca de 100milhões de chineses que com certeza pedirão, nesses 30 dias, o ingresso para deixar o país? O Sr acha que devo mandá-los para a Costa Oeste norte americana ou para Europa?”

“Consta que Carter não falou mais sobre o assunto e de lá pra cá, passaram-se 30 anos, mas ninguém mais falou uma frase sobre o direito dos chineses de sair do país quando quiserem”.
Não tinha conhecimento dessa conversa.(rssss).

Segundo alguns portais, a presidenta da argentina Cristina Kirchner, abandonou a reunião quando representantes norte americanos se negaram a discutir as “Malvinas”. Como se os EEUU fossem discutir a posse das Malvinas pela mamãe Inglaterra?

Outros países também acabaram por abandonar a reunião em face da negação de Obama e admitir a Cuba na “Cúpula das América”. A reunião foi um fracasso total e fora a foto da Secretária de Estado “Hilary Clinton” dançando numa discoteca colombiana, nada mais foi digno de nota. (rsss):

(Poucas horas depois de participar no jantar oficial da cimeira com os chefes de Estado e de Governo dos 34 países americanos em Cartagena, Hillary foi vista a divertir-se no sábado num bar nas proximidades.
Ainda vestida com um elegante tailleur preto e com um deslumbrante colar de diamantes, que usou no jantar, a diplomata dos Estados Unidos dievrtiu-se com a sua equipa no Café Havana.
Um funcionário do Departamento de Estado disse que Clinton decidiu ir ao local quando soube que os funcionários da sua comitiva comemoravam o aniversário de Roberta Jackson, secretária de Estado adjunta para os Assuntos do Hemisfério Ocidental.
«Quando ela soube que alguns funcionários tinham ido dançar para comemorar o aniversário de Jacobson, e que a comemoração continuava depois do fim do jantar da cimeira, quis passar por lá. Então, juntou-se à festa», afirmou o funcionário, que pediu para não ser identificado.
Longe do seu habitual ambiente geralmente carregado de problemas  mundiais, Hillary foi vista com um grande sorriso a dançar cercada por várias mulheres. Além disso, foi vista sentada numa mesa a beber de uma garrafa de cerveja, brincando com os amigos...).

Como se a Secretária de Estado do país mais bem armado do planeta, que inúmeras barbaridades bélicas têm cometido pelo mundo afora em pró da hegemonia e que suas palavras defendem, fosse  apenas uma funcionária pública de baixo escalão.
E ainda foi dar conselhos sobre os perigos da democracia a "Suu Kyi", uma mulher que após passar mais de dez anos presa pela ditadura de seu país, conseguiu finalmente uma cadeira no parlamento de Miamar. Complicado, no mínimo.

Enfim, para terminar a digestão desses assuntos, concordo plenamente que o Brasil; em face de sua dimensão territorial; de suas imensas fronteiras naturais; de sua diversificada população de 190milhões de habitantes ainda com graves disparidades sócio-econômicas internas; deva ter muita cautela quanto a sua posição geopolítica, não só no continente, mas em todo o planeta.



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z ausente.

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