DESONERAÇÃO DA FOLHA DE PAGAMENTOS
Segundo os textos abaixo tirados da Internet, o Governo está numa fase de concessões ao grande capital, seja brasileiro ou do exterior. As medidas adotadas no programa “Plano Brasil Maior”, como a “desoneração de folha de pagamento” das empresas, tira bilhões de reais do INSS; justamente o setor que segundo o Governo vive em grande déficite. O Governo diz que cobrirá a contribuição isentada.
O “cobertor” do Governo para atender a desoneração dos empregadores vai ser em torno de R$7Bilhões/Ano; - quando o Senador “Paulo Paim” do PT_RS falou em torno de R$130Bilhões/Ano??
As empresas que se dedicarem a exportação serão isentas de IPI, 5% no valor do produto.
Também terão a isenção da contribuição ao INSS, que está atualmente em 20% do salário e que será substituída por 1 a 2% do faturamento anual da empresa.
Apesar das medidas tidas como “pontuais”, que abrange mais de 15 setores da economia: Texteis, Confecções, Couro e Calçados, Móveis, Plásticos, Material Elétrico, Autopeças, Ônibus, Naval, Áereo, Bens de Capital Mecânico, Hotéis, Tecnologia da Informação, Call Center e Design House (Chips
Há que se notar que vários dos setores beneficiados estão totalmente nas mãos de grandes matrizes estrangeiras.
Contudo, tem gente falando que essas medidas são apenas um analgésico para a crise indústria do país em franca desaceleração. A mídia ecoa o brado dos empresários em pró da tão cantada “Reforma Tributária” que, segundo os políticos não sai por causa dos próprios políticos dos Estados e Municípios.
No final, achei irônico que o Governo Federal, com a presidenta vinda do PT, tenha resolvido fazer as concessões justamente em cima da desoneração da folha salarial das empresas, por parte dos empregadores.
O resto da cascata de impostos, que cai cruelmente em cima da maior parte da população indefesa economicamente, continuará sugando as migalhas do pobre em sua sobrevivência.
E "vamo q vamo" que a comédia continua.
E "vamo q vamo" que a comédia continua.
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BRASÍLIA, 3 Abr 2012 (AFP) –
A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, lançou nesta terça-feira um pacote de medidas impositivas de compras públicas e facilidades financeiras para impulsionar e defender a indústria nacional, que tem perdido competitividade ante a crise externa e a valorização do real.
"O governo não abandonará a indústria brasileira", afirmou Dilma ao apresentar o pacote que reduz as contribuições patronais sobre salários para 15 grandes setores.
Dilma estabeleceu incentivos fiscais e mais financiamento a industriais e exportadores e prevê medidas contra a competitividade desleal de importações.
"Não hesitaremos em fazer todo o necessário para defender nossos empregos, a indústria e o crescimento" econômico, disse a presidente, ao anunciar que seu governo lutará "contra a competitividade predatória e desleal, contra o dumping, as práticas protecionistas ilegítimas".
"O governo está lançando estas novas medidas para fortalecer a economia brasileira e para responder aos problemas criados pela crise da economia internacional", explicou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao detalhar um pacote que complementa o plano "Brasil Maior" lançado em agosto.
O governo anunciou exonerações e diminuição de impostos para exportadores e uma redução de até 20% das contribuições patronais sobre salários, por um valor estimado de 7,200 bilhões de reais por ano (3,9 bilhões de dólares), assim como mais impostos às importações.
Também foi detalhado um plano de compras governamentais que favorecerá a aquisição de produtos nacionais até 25% mais caros que os importados, em setores como máquinas de construção e medicamentos.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou um novo plano de estímulo para a gigantesca indústria automotiva, assim como milionários programas de aquisição de computadores para escolas e a ampliação de acesso à banda larga no país.
Com isso, o governo prevê aumentar o financiamento à indústria e à exportação e não descarta novas medidas para evitar que o real continue se valorizando com relação ao dólar - o que prejudica a competitividade da indústria - e medidas de defesa comercial para evitar a competitividade desleal das importações.
"Não é protecionismo", afirmou Mantega em sua apresentação. "O governo está lançando estas novas medidas para fortalecer a economia brasileira e para responder aos problemas criados pela crise da economia internacional", explicou Mantega na presença da presidente Dilma Rousseff e de grandes industriais e chefes sindicais do país.
As medidas complementam o "Plano Brasil Maior", o pacote de incentivo à indústria lançado em agosto.
Está prevista ainda uma capitalização do Banco de desenvolvimento, o BNDES, de 45 bilhões de reais (25 bilhões de dólares) para assegurar a capacidade de financiamento à indústria e os exportadores.
"São medidas positivas e na direção correta", disse à AFP o presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Braga.
Contudo, para o presidente dos industriais de São Paulo, Paulo Skaff, elas não resolvem a falta de competitividade da indústria.
"Essas medidas apenas reduzirão a febre de 40 graus da indústria para 38,9 graus. Precisamos de medidas efetivas de redução desses custos, falta corrigir a defasagem do câmbio" que, com um real valorizado, torna menos competitiva a produção brasileira e estimula as importações.
"São medidas tímidas e insuficientes", afirmou por sua vez à AFP o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, ao considerar que "não abordam o principal, como as altas taxas de juros" do Brasil, que estão entre as mais altas do mundo apesar das várias baixas recentes.
A produção industrial do Brasil cresceu 0,3% em 2011, contra uma expansão de 10,5% um ano antes, um resultado influenciado pela crise externa, pela apreciação do real e pelo aumento das importações.
A economia brasileira avançou apenas 2,7% em 2011, contra 7,5% em 2010.
"Em 2012 podemos crescer 4,5%, se nos esquivarmos dos problemas", disse Mantega.
ym/vel/mr/wm
SÃO PAULO - O governo federal anunciou nesta terça-feira (3) um pacote de medidas que visa a aumentar a competitividade do setor industrial. Uma das medidas foi a ampliação da desoneração da folha de pagamento. Com a ampliação, mais 11 setores serão beneficiados, chegando ao total de 15.
Entre os setores desonerados, estão Têxtil, Confecções, Couro e Calçados, Móveis, Plásticos, Material Elétrico, Autopeças, Ônibus, Naval, Áereo, Bens de Capital Mecânico, Hotéis, Tecnologia da Informação e Comunicação, Call Center e Design House (Chips).
De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a desoneração é de 20% da alíquota do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), o que reduzirá em R$ 7,2 bilhões a arrecadação. Entretanto, as empresas que forem desoneradas terão uma alíquota de 1% a 2% sobre o faturamento.
Aporte de R$ 45 bi
Além disso, o governo anunciou um aporte de R$ 45 bilhões ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico) destinado ao PSI (Programa de Sustentação do Investimento).
Além disso, o governo anunciou um aporte de R$ 45 bilhões ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico) destinado ao PSI (Programa de Sustentação do Investimento).
Com isso, as taxas de juros para o setor de ônibus e caminhões, com produção nacional, passaram de 10% para 7,7% ao ano. Segundo a Agência Brasil, outra mudança foi o prazo total do financiamento, que aumentou de 96 meses para até 120 meses. Os juros do Procaminhoneiro caem de 7% ao ano para 5,5%. Para os ônibus híbridos, a taxa de 5% ao ano foi mantida.
No caso dos bens de capital, a taxa de juros para grande empresa cai de 8,7% para 7,3% ao ano. Para a MPMEs (Micro, Pequenas e Médias Empresas), a taxa de juros cai de 6,5% para 5% ao ano. O prazo total de financiamento foi mantido em 120 meses.
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03/04/2012 - 16h36
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03/04/2012 - 16h36
Pacote de estímulos do governo tem valor previsto de R$ 60,4 bi
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