sábado, 11 de fevereiro de 2012

"BAHIA DE SÃO SALVADOR" X GREVE DA POLÍCIA


        (FOTO - http://www.interhabit.com/fotos_salvador_956.htm



11/02/12
Acordo ou vindo um âncora do noticiário da TV em uma Rádio de Sampa: “ A greve não pode ser feita com meios de violência como aconteceu na Bahia”.
E assim, esse “jornalista” da Direita retrógada, resumiu de forma banal a quantidade, segundo a grande mídia, de mais de 100 pessoas mortas durante a semana de greve em que os policiais armados, tomaram a Assembleia Legislativa do Estado!!
Mas é fácil de entender a pouca importância dada pelo vassalo eudemonista da grande mídia, afinal as mais de 100 pessoas assassinadas eram indivíduos do povão, reles pobres da base piramidal da sociedade brasileira.

A verdade, é que ninguém na grande mídia se atreveu a falar da grande probabilidade de a maioria dessas mortes terem sido cometidas por policiais homicidas com suas “tôcas-ninja”. Policiais assassinos, psicopatas dos mais perigosos porque estão escudados por uma farda ou um distintivo. Minoria na corporação, mas que estão presentes em todas as polícias de todos os Estados brasileiros. É que nessas mortes não houve nenhuma que tivesse um status social elevado, caso contrário a grita dos defensores dos “bons princípios, da ética, da legalidade das leis e da ordem” estariam expelindo perdigotos histéricos nos microfones da mídia nativa.
Ao contrário, durante a semana da tomada da “Casa do Povo” por policiais de bermudas e armados, sites de notícia baianos apenas noticiavam a falência dos acordos das autoridades com os grevistas e o número, (tão somente o número), de mortos do dia.

As considerações do “jornalista”  que também faz um bico em Rádio; engraçado que falam de que um funcionário de uma emissora não deve estar com outra (?); mostram como de norte a sul do país, o desprezo do Sistema pela base piramidal é a tônica das  considerações na pauta do dia sempre que o pobre está em questão.

Se dermos crédito às informações da grande mídia, (mais de cem pessoas) foram assassinadas em apenas uma semana na cidade de Salvador. E toda essa mortandade, ou a maior parte dela, só porque os policiais querem um aumento em seus salários.

Por mais justa que sejam as reivindicações da corporação, não é justo que pessoas humildes sejam assassinadas para servirem de exemplo de poder, quando os maiores culpados são os políticos que vem protelando a aprovação da “PEC300”, medida provisória  que instauraria o novo piso salarial para os “seguranças” da ordem e do status do cume da pirâmide.

Porque os policiais baianos, cariocas, e de outros Estados não fazem uma imensa carreata até Brasília? Porque é mais fácil vestir uma “toca-Ninja” e sair dando tiro em ônibus para aterrorizar a população? Assassinando gente do povão baiano? Tocar fogo em ônibus em estrada para bloquear o trânsito, ação típica de favelados em revolta?  

Está no site da “Folha” hoje:
11/02/2012 - 06h30
Milícia faz matança em Salvador, diz polícia. Os alvos são usuários de drogas, moradores de rua e desafetos dos grupos armados que detêm o controle, de fato, de áreas mais violentas.
As milícias baianas são grupos paramilitares bancados por comerciantes para manter a ordem na periferia.
A inteligência da Polícia Civil já detectou que os grupos operam sob proteção de policiais em áreas como Subúrbio Ferroviário, aglomerado de bairros e favelas vizinho à baía de Todos os Santos.

"Esses grupos estão se aproveitando da greve, que reduziu o policiamento, para 'limpar' a área e matar quem estava incomodando", disse à Folha o diretor do Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa, Arthur Gallas.

Segundo ele, há evidências de que milicianos e traficantes de drogas tenham assassinado pelo menos 38 pessoas desde o início da greve da PM, no dia 31 de janeiro.
Até ontem, foram 157 homicídios em Salvador e na região metropolitana.

Leia a reportagem completa na Folha deste sábado, que já está nas bancas.
Segundo ele, há evidências de que milicianos e traficantes de drogas tenham assassinado pelo menos 38 pessoas desde o início da greve da PM, no dia 31 de janeiro.
Até ontem, foram 157 homicídios em Salvador e na região metropolitana.
Leia a reportagem completa na Folha deste sábado, que já está nas bancas.


Atentem para o que saiu hoje no site da “Tribuna da Bahia”:


PMs lideravam grupo de extermínio
Publicada: 11/02/2012 07:13| Atualizada: 11/02/2012 07:05
Thiago Pereira REPÓRTER

Homicídios, porte de armas sem registro e formação de quadrilha. A ficha  criminal que poderia ser facilmente atribuída a um criminoso comum, na verdade, pertence a dois policiais militares, presos na última quinta-feira sob a acusação de participar de pelo menos nove assassinatos ocorridos em Salvador.

Entre os crimes, a chacina que vitimou cinco moradores de rua na semana passada, na Avenida Jorge Amado, durante os primeiros dias da greve da Polícia Militar da Bahia (PM-BA).
Segundo o diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Arthur Gallas, os soldados Donato Ribeiro Lima, 47 anos, e Willen Carvalho, 34, foram presos em cumprimento a um mandado de prisão preventiva e são suspeitos de integrar um esquadrão de extermínio com atuação no bairro da Boca do Rio, na capital baiana. Na casa dos dois policiais, foram encontrados celulares, armas, munição, cartões de memória, pen drives e até mesmo material para embalar drogas, como tesouras e uma balança de precisão.
 
O soldado Donato, conforme o delegado, é o mais perigoso dos dois. Além de já ter cumprido pena na Lafaiete Coutinho, ele foi processado por homicídio pela 1ª e 2ª Vara Júri da Comarca de Salvador, sendo absolvido nas duas ocasiões.

Donato é apontado também como autor do sequestro e homicídio de três adolescentes em setembro do ano passado, no bairro da Boca do Rio. “Os jovens estudavam no Colégio Estadual Luiza Mahin e se envolveram em uma briga com um filho de um outro policial, que também estuda no local. Eles foram capturados e assassinados a sangue frio”, afirmou Gallas.
 
O crime vitimou Luan Brito Santana Neves, 14 anos, cujo corpo foi encontrado em um matagal de Stella Maris; Wesley Santos do Rosário, 15, que teve o cadáver abandonado no Parque da Cidade; e Mateus Cruz Conceição, 16, único que ainda não teve o corpo localizado.
 
Já Willen está envolvido em um caso de extermínio ocorrido em abril de 2010, na localidade do Bate Facho. “Eles chegaram à delegacia e afirmaram que a vítima, Sérgio dos Santos Senna, estava acompanhado de outros cinco suspeitos de tráfico de drogas e que acabou atingido em um tiroteio. Descobrimos que ele assassinou o homem, que foi brutalmente assassinado, e que depois o soldado forjou o confronto”, disse o delegado.
 
De acordo com o diretor do DHPP, Donato, Willen e outro policial identificado como Jair Alexandre dos Santos, que permanece foragido, foram os responsáveis pelas mortes de cinco moradores de rua na última semana.

“Ainda não sabemos se o crime foi para provocar o caos na cidade, por conta da greve da PM, ou se foi um crime encomendado por comerciantes da região, que pagavam pelos serviços dos soldados e pretendiam limpar a área. Até porque, as vítimas possuíam passagem por pequenos furtos e incomodavam clientes que costumavam frequentar a área”, pontuou.
 
A chacina ocorreu no dia 3 de fevereiro. Homens armados teriam descido de um carro e disparado contra os moradores de rua. Morreram na ação Simone Cardoso dos Santos, Reival dos Santos Santana, Alan Silva Souza, Caíque Jesus dos Santos e uma pessoa ainda não identificada. Duas mulheres foram baleadas e encaminhadas para hospitais da cidade.

Prisco - Para o delegado Arthur Gallas, o ex-policial Marco Prisco, principal líder da greve da Polícia Militar na Bahia, pode estar relacionado aos crimes. “Não descartamos essa hipótese. Vamos investigar para saber se ele tem algum tipo de ligação com esses homicídios. Ele pode ter sido o autor intelectual dessa chacina”, revelou.
 
O diretor do DHPP também revelou que os soldados podem estar ligados a outros assassinatos ocorridos em Salvador durante a paralisação da PM-BA. Entre eles, o homicídio de uma vendedora de milho na Praça da Piedade, na semana passada. “É um crime que teve um modo de ação muito parecido com o que esses policiais costumavam adotar. O carro dos suspeitos é, inclusive, muito parecido com o utilizado pelos soldados. Nada está descartado”.
 
Um outro policial identificado como Samuel Oliveira Menezes, também acusado de envolvimento em homicídios, está sendo procurado. Willen e Donato negam participação nos crimes.
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E depois não querem que eu beba. 

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