(FOTO - http://www.interhabit.com/fotos_salvador_956.htm
11/02/12
Acordo ou vindo um
âncora do noticiário da TV em uma Rádio de Sampa: “ A greve não pode ser feita
com meios de violência como aconteceu na Bahia”.
E assim, esse
“jornalista” da Direita retrógada, resumiu de forma banal a quantidade, segundo
a grande mídia, de mais de 100 pessoas mortas durante a semana de greve em que
os policiais armados, tomaram a Assembleia Legislativa do Estado!!
Mas é fácil de
entender a pouca importância dada pelo vassalo eudemonista da grande mídia,
afinal as mais de 100 pessoas assassinadas eram indivíduos do povão, reles
pobres da base piramidal da sociedade brasileira.
A verdade, é que
ninguém na grande mídia se atreveu a falar da grande probabilidade de a maioria
dessas mortes terem sido cometidas por policiais homicidas com suas
“tôcas-ninja”. Policiais assassinos, psicopatas dos mais perigosos porque estão
escudados por uma farda ou um distintivo. Minoria na corporação, mas que estão
presentes em todas as polícias de todos os Estados brasileiros. É que nessas
mortes não houve nenhuma que tivesse um status social elevado, caso contrário a
grita dos defensores dos “bons princípios, da ética, da legalidade das leis e
da ordem” estariam expelindo perdigotos histéricos nos microfones da mídia
nativa.
Ao contrário, durante
a semana da tomada da “Casa do Povo” por policiais de bermudas e armados, sites
de notícia baianos apenas noticiavam a falência dos acordos das autoridades com
os grevistas e o número, (tão somente o número), de mortos do dia.
As considerações do
“jornalista” que também faz um bico em Rádio; engraçado que
falam de que um funcionário de uma emissora não deve estar com outra (?);
mostram como de norte a sul do país, o desprezo do Sistema pela base piramidal
é a tônica das considerações na pauta do
dia sempre que o pobre está em questão.
Se dermos crédito às
informações da grande mídia, (mais de cem pessoas) foram assassinadas em apenas
uma semana na cidade de Salvador. E toda essa mortandade, ou a maior parte
dela, só porque os policiais querem um aumento em seus salários.
Por mais justa que
sejam as reivindicações da corporação, não é justo que pessoas humildes sejam
assassinadas para servirem de exemplo de poder, quando os maiores culpados são
os políticos que vem protelando a aprovação da “PEC300”, medida provisória que instauraria o novo piso salarial para os
“seguranças” da ordem e do status do cume da pirâmide.
Porque os policiais
baianos, cariocas, e de outros Estados não fazem uma imensa carreata até
Brasília? Porque é mais fácil vestir uma “toca-Ninja” e sair dando tiro em
ônibus para aterrorizar a população? Assassinando gente do povão baiano? Tocar
fogo em ônibus em estrada para bloquear o trânsito, ação típica de favelados em
revolta?
Está no site da
“Folha” hoje:
11/02/2012
- 06h30
Milícia faz matança em Salvador, diz polícia. Os alvos são
usuários de drogas, moradores de rua e desafetos dos grupos armados que detêm o
controle, de fato, de áreas mais violentas.
As
milícias baianas são grupos paramilitares bancados por comerciantes para manter
a ordem na periferia.
A
inteligência da Polícia Civil já detectou que os grupos operam sob proteção de
policiais em áreas como Subúrbio Ferroviário, aglomerado de bairros e favelas
vizinho à baía de Todos os Santos.
"Esses
grupos estão se aproveitando da greve, que reduziu o policiamento, para
'limpar' a área e matar quem estava incomodando", disse à Folha o
diretor do Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa, Arthur Gallas.
Segundo
ele, há evidências de que milicianos e traficantes de drogas tenham assassinado
pelo menos 38 pessoas desde o início da greve da PM, no dia 31 de janeiro.
Até
ontem, foram 157 homicídios em Salvador e na região metropolitana.
Segundo
ele, há evidências de que milicianos e traficantes de drogas tenham assassinado
pelo menos 38 pessoas desde o início da greve da PM, no dia 31 de janeiro.
Até
ontem, foram 157 homicídios em Salvador e na região metropolitana.
Atentem para o que saiu hoje no site da “Tribuna da Bahia”:
PMs lideravam grupo de extermínio
Publicada: 11/02/2012 07:13| Atualizada: 11/02/2012 07:05
Publicada: 11/02/2012 07:13| Atualizada: 11/02/2012 07:05
Thiago Pereira REPÓRTER
Homicídios, porte de armas sem registro e formação de quadrilha. A ficha criminal que poderia ser facilmente atribuída a um criminoso comum, na verdade, pertence a dois policiais militares, presos na última quinta-feira sob a acusação de participar de pelo menos nove assassinatos ocorridos em Salvador.
Entre os crimes, a chacina que vitimou cinco moradores de rua na semana passada, na Avenida Jorge Amado, durante os primeiros dias da greve da Polícia Militar da Bahia (PM-BA).
Segundo o diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP),
delegado Arthur Gallas, os soldados Donato Ribeiro Lima, 47 anos, e Willen
Carvalho, 34, foram presos em cumprimento a um mandado de prisão preventiva e
são suspeitos de integrar um esquadrão de extermínio com atuação no bairro da
Boca do Rio, na capital baiana. Na casa dos dois policiais, foram encontrados
celulares, armas, munição, cartões de memória, pen drives e até mesmo material
para embalar drogas, como tesouras e uma balança de precisão.
O
soldado Donato, conforme o delegado, é o mais perigoso dos dois. Além de já ter
cumprido pena na Lafaiete Coutinho, ele foi processado por homicídio pela 1ª e
2ª Vara Júri da Comarca de Salvador, sendo absolvido nas duas ocasiões.
Donato é apontado também como autor do sequestro e homicídio de três adolescentes em setembro do ano passado, no bairro da Boca do Rio. “Os jovens estudavam no Colégio Estadual Luiza Mahin e se envolveram em uma briga com um filho de um outro policial, que também estuda no local. Eles foram capturados e assassinados a sangue frio”, afirmou Gallas.
Donato é apontado também como autor do sequestro e homicídio de três adolescentes em setembro do ano passado, no bairro da Boca do Rio. “Os jovens estudavam no Colégio Estadual Luiza Mahin e se envolveram em uma briga com um filho de um outro policial, que também estuda no local. Eles foram capturados e assassinados a sangue frio”, afirmou Gallas.
O
crime vitimou Luan Brito Santana Neves, 14 anos, cujo corpo foi encontrado em
um matagal de Stella Maris; Wesley Santos do Rosário, 15, que teve o cadáver
abandonado no Parque da Cidade; e Mateus Cruz Conceição, 16, único que ainda
não teve o corpo localizado.
Já
Willen está envolvido em um caso de extermínio ocorrido em abril de 2010, na
localidade do Bate Facho. “Eles chegaram à delegacia e afirmaram que a vítima,
Sérgio dos Santos Senna, estava acompanhado de outros cinco suspeitos de
tráfico de drogas e que acabou atingido em um tiroteio. Descobrimos que ele
assassinou o homem, que foi brutalmente assassinado, e que depois o soldado
forjou o confronto”, disse o delegado.
De
acordo com o diretor do DHPP, Donato, Willen e outro policial identificado como
Jair Alexandre dos Santos, que permanece foragido, foram os responsáveis pelas
mortes de cinco moradores de rua na última semana.
“Ainda não sabemos se o crime foi para provocar o caos na cidade, por conta da greve da PM, ou se foi um crime encomendado por comerciantes da região, que pagavam pelos serviços dos soldados e pretendiam limpar a área. Até porque, as vítimas possuíam passagem por pequenos furtos e incomodavam clientes que costumavam frequentar a área”, pontuou.
“Ainda não sabemos se o crime foi para provocar o caos na cidade, por conta da greve da PM, ou se foi um crime encomendado por comerciantes da região, que pagavam pelos serviços dos soldados e pretendiam limpar a área. Até porque, as vítimas possuíam passagem por pequenos furtos e incomodavam clientes que costumavam frequentar a área”, pontuou.
A
chacina ocorreu no dia 3 de fevereiro. Homens armados teriam descido de um
carro e disparado contra os moradores de rua. Morreram na ação Simone Cardoso
dos Santos, Reival dos Santos Santana, Alan Silva Souza, Caíque Jesus dos
Santos e uma pessoa ainda não identificada. Duas mulheres foram baleadas e
encaminhadas para hospitais da cidade.
Prisco
- Para o delegado Arthur Gallas, o ex-policial Marco Prisco, principal líder da
greve da Polícia Militar na Bahia, pode estar relacionado aos crimes. “Não
descartamos essa hipótese. Vamos investigar para saber se ele tem algum tipo de
ligação com esses homicídios. Ele pode ter sido o autor intelectual dessa
chacina”, revelou.
O
diretor do DHPP também revelou que os soldados podem estar ligados a outros
assassinatos ocorridos em Salvador durante a paralisação da PM-BA. Entre eles,
o homicídio de uma vendedora de milho na Praça da Piedade, na semana passada.
“É um crime que teve um modo de ação muito parecido com o que esses policiais
costumavam adotar. O carro dos suspeitos é, inclusive, muito parecido com o
utilizado pelos soldados. Nada está descartado”.
Um
outro policial identificado como Samuel Oliveira Menezes, também acusado de
envolvimento em homicídios, está sendo procurado. Willen e Donato negam
participação nos crimes.
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E depois não querem que eu beba.

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