O
Irã bloqueou na quinta-feira o acesso à página google.com e a outras associadas
ao buscador, e também do serviço de correio eletrônico Hotmail da Microsoft,
segundo pode comprovar a Agência Efe. Ao contrário de outros endereços
bloqueadas, nos quais ao tentar acessar surge uma mensagem das autoridades
iranianas que assinala que esta tem conteúdos delitivos e que o acesso não é
permitido, ao tentar abrir as do Google ou do Hotmail aparece apenas uma
mensagem de problemas de conexão.
Até então, os usuários de
internet no país podiam acessar o Google, embora as páginas de outras nações,
como google.fr (França) e google.es (Espanha), já estivessem bloqueadas pelas
autoridades iranianas. Um grande número de sites está bloqueado pelas autoridades
do país, entre eles os de muitos meios de comunicação estrangeiros e também os
de grupos sociais e políticos, tanto iranianos como internacionais, que o
Governo de Teerã considera hostis.
Além disso, também há
numerosas páginas bloqueadas que as autoridades de Teerã acreditam atacar a
estrita moral da República Islâmica e outras muitas estão sem acesso porque em
seu endereço de internet usam palavras que os censores iranianos consideram
perigosas. As redes sociais, especialmente o Facebook, e inclusive as versões
do Google que não são em inglês, também estão bloqueadas, assim como todos os
blogs, seja qual for sua origem ou temática.
Em dezembro passado, as
autoridades do Irã bloquearam um site denominado "embaixada virtual"
em Teerã dos Estados Unidos, que não tem relações diplomáticas com a República
Islâmica, menos de 24 horas depois que fosse posta na rede pelo Departamento de
Estado de Washington. (terra.com.br)
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O que mais preocupa nesta notícia é o poder das
autoridades do país de bloquear o livre
acesso à Rêde pelos cidadãos iranianos que assim o quiserem. É revoltante que
em nome da política, do poder, se proíba o cidadão do mundo de ter livre acesso
as informações disponíveis no melhor e
mais universal meio democrático de comunicação no mundo.
Acredito como cidadão do mundo ocidental; apesar de
todas as suas contradições injustas que precisam ser aperfeiçoadas; que não
gostaria de viver no meio de uma comunidade muçulmana tradicional mas ficaria
muito contrariado de não ter acesso ao link de um site iraniano para eu poder
ler o que dizem, o que pensam e manifestar minha opinião, eventual.
Se buscamos a harmonia entre a diversidade cultural, não é ignorando suas manifestações nem proibindo a intercomunicação que a encontraremos.
Detestaria um jardim só de rosas.
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